Mabe abre exposição que mostra Belém pelo olhar dos modernistas

Da Redação - Agência Belém de Notícias - 20/01/2017 07:46

  • / 401 anos / 20/01/2017 07:46

    A entrada para a exposição “Imagens de Belém, acervo modernista do Mabe” é gratuita. As visitações ocorrem de terça a sexta-feira, das 10 às 18h, e sábados e domingos, das 9 às 13h.

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    “Este é um grande presente para Belém nos seus 401 anos, porque se trata de um acervo público municipal e as pessoas precisam ter acesso a ele”, ressaltou o prefeito Zenaldo Coutinho.

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    O designer gráfico José Paiva, apaixonado pela obra do cearense Leônidas Monte, compareceu à abertura da exposição, onde acabou encontrando diversas obras do artista que admira.

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    O prefeito Zenaldo Coutinho participou da abertura da exposição “Imagens de Belém, acervo modernista do Mabe”, na noite desta quinta-feira, 19.

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    A presidente da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), Heliana Jatene, prestigiou a abertura da exposição, na noite desta quinta-feira, 19.

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    A exposição “Imagens de Belém, acervo modernista do Mabe” é parte das comemorações do aniversário de 401 anos da fundação de Belém, transcorrido no último dia 12.

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    "O que o público vai ver aqui é, essencialmente, uma produção modernista local", explica a curadora da exposição, a artista plástica Ligia Arias.


O Museu de Arte de Belém (Mabe), localizado no Palácio Antonio Lemos, abriu, na noite desta quinta-feira, 19, a exposição “Imagens de Belém, acervo modernista do Mabe”, que, pela primeira vez na história do Museu, exibe ao público belenense um recorte de obras do período modernista integrantes do acervo da instituição. Entre os autores desse material, grandes expoentes do modernismo local, como Benedicto Mello, e nacional, a exemplo do paulista Candido Portinari. A mostra também comemora o aniversário de 401 anos da fundação de Belém, transcorrido no último dia 12.  

O prefeito Zenaldo Coutinho e a presidente da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), Heliana Jatene, prestigiaram a abertura da exposição. “Sem dúvida, este é um grande presente para Belém nos seus 401 anos, porque se trata de um acervo público municipal e as pessoas precisam ter acesso a ele. Convido todos a virem usufruir dessa riqueza cultural”, pontuou o prefeito de Belém.

A curadoria da exposição é da artista plástica Ligia Arias, costa-riquenha e servidora do Mabe desde a década de 80, com alguns intervalos de tempo. Ela conta que as pesquisas para a exposição – pensada na origem como uma homenagem ao aniversário da capital paraense – começaram há três meses. “O acervo do Mabe é, de fato, riquíssimo, e essas obras todas provam isso. Na mostra, há alguns artistas de outros Estados e estrangeiros, mas o que o público vai ver aqui é, essencialmente, uma produção modernista local”, explicou Arias, citando como grandes nomes do modernismo paraense o próprio Benedicto Mello, com quem ela mesma teve a chance de trabalhar; Ruy Meira; Pinto Guimarães; entre outros.

Arias observa ainda que a opção pelo modernismo – que surgiu na Europa no final do século XIX e início do século XX, embora no Brasil tenha chegado apenas em meados do século XX – deu-se justamente pelo fato de o período nunca ter sido explorado anteriormente em uma exposição do acervo do Mabe. “Além disso, o modernismo é um movimento muito rico, que traz claras influências de outros movimentos, como impressionismo, pós-impressionismo, expressionismo, cubismo, etc.”, detalhou a pesquisadora.

De modo geral, as obras expostas enfocam a cidade de Belém em vários aspectos: a paisagem urbana, seu entorno, a população e suas características culturais. Grande parte delas foi produzida nas décadas de 40 e 50, quando o movimento modernista tomou corpo no Pará e fundou-se, por exemplo, o chamado Grupo do Utinga, que reunia jovens pintores paraenses, ávidos por retratar a cidade de Belém com novos olhares. “Esses pintores rompiam com a chamada pintura academicista, que era aquela pintura eminentemente fotográfica, e começavam a praticar a pintura modernista”, completou Lígia Arias.

O designer gráfico José Paiva, apaixonado pela obra do artista cearense Leônidas Monte – de quem foi aluno na década de 60, quando este ministrava a disciplina Desenho na tradicional escola estadual Paes de Carvalho –, fez questão de comparecer à abertura da exposição, onde, sem querer, acabou encontrando diversas obras do artista que admira. “Além de ter sido meu professor, cheguei a ver uma pintura dele na época em que nos dava aula e gostei muito. Desde então, vivo pesquisando e procurando alguma obra nova para acessar e fiquei surpreso e emocionado ao encontrar algumas aqui. Espero que consiga localizar muitas outras”, relatou.

Serviço:

A exposição é uma realização da Prefeitura de Belém, por meio da Fundação Cultural do Município (Fumbel). Horário de funcionamento do Mabe: de terça a sexta-feira, das 10 às 18h, e sábados e domingos, das 9 às 13h. Entrada gratuita.

Texto: Elck Oliveira
Foto: Alessandra Serrão - NID/Comus
Coordenadoria de Comunicação Social (COMUS)