Alunos da rede municipal participam do lançamento do CD e DVD do projeto Cantar-o-Lar

Da Redação - Agência Belém de Notícias - 15/06/2017 12:55

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    Salomão Habib se apresentou durante a noite no palco do teatro

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    Alunos de escolas municipais participaram da culminância do lançamento do CD e DVD do projeto Cantar-o-Lar

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    Raquel Veiga, coordenadora do Núcleo de Programas e Projetos da Semec, falou sobre a importância de todo o projeto

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    Alunos da Escola Alzira Pernambuco participaram da culminância do projeto no teatro

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    Valdilei Paiva com os filhos Brener e Brenda minutos antes de subir ao palco para a apresentação

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    Prefeito Zenaldo Coutinho ao lado do coordenador do Unicef em Belém, Fábio Atanásio de Morais, do música Salomão Habib, do presidente da CMB, Mauro Freitas e de convidados

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    No palco, Zenaldo Coutinho parabenizou a iniciativa do projeto e agradeceu a presença dos pais dos alunos e de todas as crianças envolvidas na atividade


“Vê-los felizes, mais carismáticos e interagindo já é a minha maior felicidade. E estar no Theatro da Paz para assistir a apresentação deles, é um sentimento indescritível”, afirmou Valdilei Paiva, emocionado à espera da apresentação dos filhos gêmeos, Brener e Brenda, de 9 anos, que subiram ao palco na noite desta quarta-feira, 14, para lançar, junto com o músico Salomão Habib, o CD e DVD do projeto Cantar-o-Lar.

O CD é fruto do projeto desenvolvido por Salomão nas escolas da rede municipal de ensino desde 2016, com o intuito de utilizar a música infantojuvenil como instrumento de promoção da arte, educação e interdisciplinaridade. O lançamento foi a culminância de todas as atividades musicais realizadas em escolas como: Walter Leite Caminha; Liceu; Fundação Escola Bosque (Funbosque); Maroja Neto; Maria Luiza Pinto Amaral; Rotary; Alzira Pernambuco e Terezinha Souza.

Mais de 1.500 crianças, 60 delas com algum tipo de deficiência, participaram do projeto que conta com o apoio da Prefeitura de Belém, através da Secretaria Municipal de Educação (Semec) e do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), além de outras instituições.

Para a Coordenadora do Núcleo de Programas e Projetos da Semec, Raquel Veiga, o desdobramento dessa experiência foi muito importante tanto para as crianças, quanto para as famílias dos estudantes. “A arte tem um viés imprescindível para a sociedade, pois é através dela que vêm lições de cidadania, de meio ambiente, de ressignificar a questão histórica e social”, disse. “Foi esta riqueza que o Cantar-o-Lar trouxe para eles, ratificou o lugar que a arte estabelece na vida e na conduta do cidadão. Nós só temos que agradecer ao ver os pais e as crianças aqui reunidos, é maravilhoso”, completou a coordenadora.

O Prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, participou do lançamento e parabenizou professores, apoiadores e as famílias pelo apoio à iniciativa. “Para nós, receber aqui no Theatro da Paz, nesse grande palácio da cultura, a manifestação artística com a participação das nossas crianças da rede municipal é motivo de muita honra e orgulho, portanto parabenizo todos que se envolveram neste projeto e, claro, as nossas crianças”.

O Cantar-o-Lar utilizou a música como ferramenta na educação de alunos e trouxe temáticas como cidadania, matemática, história, entre outras disciplinas, por meio de material contextualizado e regionalizado para as crianças. A partir desse resgate da identidade amazônica e de cidadania por meio da música, Salomão Habib criou canções como o “Rap da Sujeira” que virou quase um “hino” quando o assunto é sujar o chão. “Pra chamar a atenção quando alguém faz alguma besteira como jogar papel no chão, ou pela janela do ônibus, cantamos logo essa música”, disse a estudante Maria Eduarda Santos, de 9 anos. “Eu nunca tinha cantado, mas depois das aulas com o tio Habib, eu me apaixonei pela música e comecei a aprender as matérias com mais facilidade”, completou.

A emoção que contagiou a plateia e as crianças durante a noite também foi sentida por Salomão Habib, que descreveu o momento como “inigualável”. “É uma emoção diferente de todas as que eu já tive como artista. São várias formas de emoção, a de poder fazer o trabalho com as crianças, de poder educar através das músicas, a emoção da inclusão – porque existem crianças com paralisia cerebral, com autismo -, e ainda por cima a emoção de trazer a família para dentro da escola. Então, saber que meu trabalho foi aceito pelo Unicef e pela Prefeitura de Belém, é gratificante”, enfatizou o músico.

A família de um dos alunos que se apresentou no palco do Theatro da Paz não escondia a ansiedade em assisti-lo, afinal, aquele foi o primeiro contato com o teatro e, ainda por cima, com o filho no palco. “É incrível saber que ele se deu tão bem com a música, que despertou nele o desejo de cantar e se dedicar cada vez mais ao estudo por conta disso. Nunca imaginei vir nesse lugar, ainda mais para ver o Jefferson se apresentando”, contou a dona de casa Diana Nascimento.

Texto: Karla Pereira
Foto: Alessandra Serrão - NID/Comus
Coordenadoria de Comunicação Social (COMUS)