Operação apreende meia tonelada de produtos e medicamentos e interdita farmácias e perfumaria

Da Redação - Agência Belém de Notícias - 09/08/2017 17:46

  • / Fiscalização / 09/08/2017 17:46

    Durante a fiscalização os agentes municipais flagraram a fabricação de produtos sem autorização

  • / Fiscalização / 09/08/2017 17:46

    Uma perfumaria e três farmácias foram fechadas após constatação de irregularidades pela Vigilância Sanitária

  • / Fiscalização / 09/08/2017 17:46

    Em uma das farmácias, os agentes municipais flagraram medicamentos vencidos e sem comprovação da procedência

  • / Fiscalização / 09/08/2017 17:46

    Randolfo Coelho, chefe da Divisão de Medicamentos do Devisa, identificou produtos sem registro da Vigilância Sanitária e Ministério da Saúde

  • / Fiscalização / 09/08/2017 17:46

    Falta de condições sanitárias e armazenamento irregular foram algumas das irregularidades flagradas pela Vigilância Sanitária do município


A Divisão de Drogas e Medicamentos do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde apreendeu mais de meia tonelada de produtos e medicamentos e interditou quatro estabelecimentos durante a operação “Efeito Colateral”, realizada na manhã desta quarta-feira, 9, em Belém. A ação flagrou venda irregular de medicamentos, farmácias sem farmacêutico, precariedade nas condições higiênico-sanitárias e falta de licença de funcionamento. As irregularidades foram denunciadas pela própria população e confirmadas pela equipe de fiscalização do Devisa que contou com o apoio do Grupamento Ronda da Capital, da Guarda Municipal de Belém.

Um dos locais interditados na operação foi uma perfumaria tradicional do centro comercial de Belém, que funcionava como ponto de venda e laboratório de produção sem licença de funcionamento, onde os agentes municipais identificaram produtos sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde. No local, os fiscais também encontraram mercadorias sem informações de fabricação e falta de condições sanitárias de armazenamento. “Será aberto um processo administrativo, o qual dá a oportunidade ao proprietário de tomar as medidas necessárias para regularização do estabelecimento, mas também aplica advertências e multas”, explicou Randolfo Coelho, chefe da Divisão de Drogas e Medicamentos do Devisa.

O gerente da perfumaria informou que vai providenciar as medidas necessárias para a regularização do comércio.

Outras duas farmácias clandestinas foram interditadas no bairro da Sacramenta. Nenhuma delas tinha licença de funcionamento, informações da procedência dos medicamentos e presença do profissional farmacêutico. Em uma, foram encontrados medicamentos vencidos e venda de antibióticos sem retenção de receita, além de outras irregularidades que resultaram na apreensão dos medicamentos. “Na primeira farmácia que visitamos havia condições sanitárias para apenas bloquearmos os produtos até que seja regularizada. No entanto, a segunda não apresenta nenhuma condição de preservação desses produtos, dessa forma, oferecendo bem mais risco para a população”, frisou Rui Moraes, farmacêutico e técnico do Devisa.

A operação também passou pelo bairro da Terra Firme, onde combateu a venda irregular de medicamentos em plena feira livre e interditou um estabelecimento de venda ilegal de cosméticos. “Como os estabelecimentos ficarão interditados até a regularização, qualquer visita nos espaços só poderá ocorrer com a nossa autorização e, caso os produtos bloqueados sejam comercializados, o responsável poderá ser preso”, alertou o chefe da Divisão de Drogas e Medicamentos do Devisa.

A operação “Efeito Colateral” teve início em 2013, coordenada pelo Departamento de Vigilância Sanitária de Belém e já apreendeu quase três toneladas de medicamentos.  O trabalho é contínuo e considerado de fundamental importância sanitária, porque avalia as condições adequadas para a conservação dos medicamentos para garantia da segurança de usuários, funcionários e da qualidade do serviço.

Qualquer cidadão pode colaborar com o trabalho do Departamento de Vigilância Sanitária por meio de denúncias que podem ser feitas diretamente na sede do Devisa, na Trav. FEB, nº 77, em São Brás.

Texto: Andreza Carvalho
Foto: João Gomes / COMUS
Secretaria Municipal de Saúde (SESMA)