Sesma interdita farmácias que estavam irregulares


Sesma interdita farmácias

que estavam irregulares

Quatro farmácias foram interditadas na manhã de on-tem, após operação realizada pela Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) nos bairros do Barreiro e da Caba-nagem. A fiscalização foi rea-lizada por meio da Divisão de Controle de Drogas e Medica-mentos do Departamento de Vigilância Sanitária (Devisa).

O objetivo da ação foi im-pedir a venda irregular de me-dicamentos e identificar quais estabelecimentos estariam fun-cionando sem licença, ou seja, de forma clandestina. A origem dos remédios vendidos também passou por fiscalização.

Os responsáveis dos estabe-lecimentos interditados devem comparecer ao Departamento de Vigilância Sanitária para prestar esclarecimentos e dar início ao processo de legaliza-ção para funcionamento e ven-da de medicamentos.

A ação contou com a par-ceria da Guarda Municipal de Belém e foi a segunda reali-zada pelo departamento este ano. Uma farmácia no Bengui foi interditada durante a pri-meira operação, em janeiro. As datas das próximas fiscali-zações não são divulgadas por

sigilo necessário à realização da atividade.

De acordo com o vice-pre-sidente do Conselho Regional de Farmácia do Pará (CRF/ PA), Dr. Marcelo Brasil, além de possuir registro junto ao conselho, o farmacêutico deve - seguir os critérios e normas da Vigilância Sanitária para abrir uma farmácia. "O estabeleci-mento deve possuir a certidão de responsabilidade técnica emitida pelo CRF e a estrutura precisa atender as normas da Anvisa e da fiscalização muni-cipal", afirma.

O representante do conse-lho explica que o CRF atua na fiscalização, mas não possui autonomia para fechar um estabelecimento. "Fazemos ações intensivas e, em casos de irregularidades, denunciamos para a Vigilância Sanitária que é o órgão competente por in-terditar", explica.

Os medicamentos precisam estar armazenados em tempe-ratura e ambiente adequados para manter a qualidade. "Per-cebemos que muitas pessoas compram os medicamentos, algumas vezes sem nota fiscal, de terceiros que não são em-presa", conclui.