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Roda de conversa discute práticas de saberes tradicionais em Cotijuba

Foto: Edielson Shinohara
Roda de conversa discute práticas de saberes tradicionais em Cotijuba
Roda de conversa discute práticas de saberes tradicionais em Cotijuba
Roda de conversa discute práticas de saberes tradicionais em Cotijuba
Roda de conversa discute práticas de saberes tradicionais em Cotijuba

A partir de 2022 as rodas integrativas sistêmicas serão realizadas mensalmente na UMS de Cotijuba

O saber tradicional, que passa por gerações, e como ele pode ser aliado aos avanços da ciência. Com essa proposta a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) promoveu, nesta terça-feira, 21, uma roda de conversa com profissionais da saúde, lideranças comunitárias e moradores da ilha de Cotijuba, na sede da Unidade Municipal de Saúde (UMS) local. Foi uma manhã de troca de experiências e aprendizados sobre práticas de cura.

Para a gerente da UMS Cotijuba, Alessandra Gemaque, o encontro foi enriquecedor. “Passei seis anos à frente da unidade e nunca tivemos essa experiência. Espero que tenhamos sempre encontros como esse para relatarmos nossas dificuldades e aprendizado. Muitas pessoas na comunidade têm esse conhecimento da medicina popular”, disse. “O amor ao próximo é uma prática de cura, por isso tento sempre fazer o meu melhor”.

Orlando Júnior, que trabalha como assistente administrativo da UMS, disse que a roda de conversa é o primeiro passado para o resgate dos valores da comunidade.

“O saber popular é importante. A biodiversidade da nossa região mostra que, muitas vezes, está dentro de casa a cura para algumas enfermidades. Isso também é trabalhar a atenção primária, a prevenção”, afirmou.

O coordenador de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde da Sesma, Rafael Cabral, informou que com as rodas integrativas sistêmicas – a partir do ano que vem serão mensais –, os profissionais e gestores de saúde podem identificar práticas do território que estão ligadas à identidade do povo, entendendo essa fitoterapia tradicional.

“Identificamos práticas de cura do território que são ancestrais, que têm eficácia, e como podemos aliar isso à ciência”, assinalou Cabral.

(Com informações de Edielson Shinohara)

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