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Educação integral é prioridade para a Prefeitura de Belém

Foto: Leandro Müller - Ascom Semec
Educação integral é prioridade para a Prefeitura de Belém
Educação integral é prioridade para a Prefeitura de Belém

Educação integral em debate no Canal Futura, com a participação da titular da Semec, professora Márcia Bittencourt

“Nossa gestão vai implementar a educação integral, que assegure a formação plena do estudante, abrangendo os aspectos sociais, culturais e humanísticos. Para isso, é fundamental organizar as propostas pedagógicas levando em consideração os diferentes perfis dos estudantes, a diversidade dos nossos territórios e, sobretudo, a necessária participação popular nesta construção”.

A observação é da titular da Secretaria Municipal de Educação, Márcia Bittencourt, ao participar do debate on-line promovido pelo Canal Futura, da Fundação Roberto Marinho.

Com o tema: “A escola pública brasileira e os desafios do trabalho em diferentes contextos”, o encontro foi mediado pela diretora-presidente da Comunidade Educativa do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac), Tereza Perez, e contou ainda, com a participação da secretária de Educação de Vitória (ES), Juliana Rohsner, e do gestor escolar de Minas Gerais, João Paulo Araújo.

Educação pública de qualidade - 

Márcia Bittencourt explicou que o compromisso da Prefeitura de Belém é garantir educação pública de qualidade socialmente referenciada. “É uma política pública prioritária no plano de governo do prefeito Edmilson Rodrigues, que, para além do ensino-aprendizagem, fortalece as relações intersetoriais nas áreas de educação, saúde, assistência, cultura, lazer”, afirmou.

Ao destacar a educação como ferramenta de transformação social, ela falou da necessidade de um olhar atento às diferentes realidades para a construção de uma proposta pedagógica de ensino integral e integrada.

“Nós trabalhamos com crianças que levam quatro horas para chegar à escola porque o transporte delas é feito por barco. Nossos territórios são diversificados e, por isso, precisamos nos organizar para atender essas demandas diferenciadas e envolver todos os setores de decisão de políticas públicas para educar e cuidar”, sublinhou.

Combate à evasão

A secretária também falou da importância do Centro de Formação de Educadores Paulo Freire, que recentemente formou mais de 700 profissionais da educação, do corpo técnico e administrativo da Semec, e ainda do programa Bora pra Escola, de combate a evasão escolar, a partir da garantia do auxílio de R$ 150 para estudantes regularmente matriculados e R$ 300 para estudantes que ficaram órfãos em decorrência da covid-19; além de R$ 500 para estudantes concluintes do ensino médio da Fundação Escola Bosque (Funbosque).

“Queremos todos os estudantes dentro das escolas e juntos vamos construir uma Belém alfabetizada, educada, inclusiva e leitora”, enfatizou Márcia Bittencourt.

A titular da Semec reconhece o desafio diário para garantir a formação integrada, com um leque diverso de políticas públicas e diferentes perfis dos estudantes e contextos. “Não é possível pensar em estruturas escolares únicas nem para Belém e nem para o Brasil, e reforço o que disse a professora Juliana: podemos ir além do que a desigualdade social determina e nos impõe”.

No Satélite, a primeira experiência

O projeto “Escola em tempo integral” é mais um compromisso de campanha do prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, prestes a se concretizar. Até o fim do ano, a Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental (Emeif) Satélite será a primeira unidade da rede municipal de ensino a ter a experiência da escola pública de educação em tempo integral.

A Emeif Satélite foi reformada e ampliada pela Prefeitura de Belém para garantir aos estudantes formação nos campos das ciências, das artes, da cultura e do mundo do trabalho, tornando a escola um dos pontos de partida para a superação de desigualdades sociais.

Formação - Em agosto passado, a escola participou do debate “Educação integral e escola de tempo integral: formação e ousadia democrática na Emeif Satélite”, no qual a professora Ney Cristina apresentou aos servidores experiências brasileiras no campo educacional integral.

“Foi um momento para tirar dúvidas e de socializar todo esse conhecimento para a gente esquecer um pouco a escola tradicional e de fato implantar a escola de tempo integral, numa perspectiva de educação integral”, disse a educadora.

O projeto “Escola em tempo integral” prevê a garantia de cinco refeições diárias: café da manhã, lanche, almoço, lanche e jantar. Com currículo diversificado e integrado, mantém ateliê de artes, aulas de capoeira, sala de expressão corporal para aulas de dança, ritmos e arte circense, práticas ambientalmente sustentáveis, brinquedoteca, anfiteatro, laboratório de informática, biblioteca, sala de recursos multifuncionais e infocentro para a comunidade.

Como escola em tempo integral, a Emeif Satélite se propõe a ser uma escola aberta aos projetos sociais da comunidade e referência no Distrito do Bengui (Daben) no atendimento psicológico e de assistência social.

 

 

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