O valor do peixe comercializado nas feiras e mercados de Belém apresentou alta na média anual, de janeiro a dezembro de 2022, segundo pesquisa apresentada nesta terça-feira, 10, pela Secretaria Municipal de Economia (Secon) e Departamento Intersindical de Pesquisa e Estudos Socioeconômicos (Dieese/pa).
A análise revelou que durante todo o ano de 2022, a maioria das 38 espécies pesquisadas pela Prefeitura de Belém, através da Secon, e pelo Dieese Pará apresentaram elevações de preço. “Inclusive algumas com reajustes acima da inflação, estimada em torno de 6% para o mesmo período”, explica o supervisor técnico do Dieese no Pará, Roberto Sena.
Espécies - Os reajustes mais expressivos verificados de janeiro a dezembro de 2022 pela Secon e Dieese foram: Peixe Serra, com alta de 29,67%, seguido do Camurim 29,46%; Pacu 26,92%; Tucunaré 24,05%; Sarda 20,80%; Acari 16,59%; Gurijuba 16,42%; Surubim 16,06%; Peixe Pedra 15,49%; Dourada 14,86%; Cachorro de Padre 14,65%; Mapará 13,43%; Pescada Branca 12,64%; Aracu 11,09%; Bagre 10,72%; Filhote 10,22%; Pescada Amarela 10,07%; Cação 9,99%; Xaréu 9,56%; Tambaqui 9,46%; Tainha 5,68%; Corvina 5,23%; Uritinga 4,39%; Arraia 3,70% e do Tamuatá com alta de 3,40%.
No ano passado poucas espécies de pescados apresentam queda no valor de comercialização, o destaque vai para a Pirapema, com recuo de 17,38%; seguida da Piramutaba com queda de 5,99%; Pescada Gó 3,70%; Pratiqueira 2,48% e Curimatã com queda de 1,66%.
Expectativas – “Como já ocorreram em anos anteriores, a tendência sazonal é de elevação dos preços na maioria dos peixes comercializados nas feiras e mercados municipais, principalmente relacionada com o período reprodutivo e pelas marés. Esse cenário deverá seguir pelo menos até abril de 2023, é quando os preços deverão ficar mais equilibrados para o consumidor”, destaca o secretário municipal de Economia, Apolônio Brasileiro.